"Eu sei, mas não devia", texto de Marina Colasanti na voz de Antônio Abujamra.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Remexendo a bagunça
Clarice Lispector dizia que depois de escrever um livro ela ficava oca. Era um tempo só dela, em que preenchia a alma novamente.
Parece que estou neste tempo oco agora (ou sempre estive?), estou mudando rápido demais. Não há tempo para as palavras transbordarem.
Por um acaso (será?), remexendo em algumas pastas guardadas, encontrei algumas poesias que ainda não tinha publicado. Pois bem, elas vêm bem a calhar neste momento.
E assim todos ficam felizes! Vamos aos fatos:
"O que era antes
Nunca mais será
As escolhas que fizemos
Não permitem voltar
Mesmo que a tristeza me derrube
E faça chorar
Levo sempre comigo
As lembranças
Daqueles que erram
E aprendem a amar"
"O mesmo gosto dantes
O mesmo sal do chão
O mesmo caminho torto
E as palavras vãs.
Meus momentos íntimos
De dor e solidão
Entregam na minha face
As cicatrizes, as vitórias,
O melhor dos meus mundos e
O que não há para revelar."
"Até o maior amor do mundo
É suficiente humano
Para doer de vez em quando."
"Sou daqueles do tempo antigo
Pego a caneta e papel na mão
Sento sob a Lua, na rua ou ao lampião
Minha mão corre solta
Pulando de verso em verso
Tal criança e seu balão
Em dia de festa
Corre, brinca, tropeça
Em uma frase de
Esconde-esconde."
domingo, 9 de outubro de 2011
Adeus
"Já perdi as contas de quantos rascunhos foram amassados.
As frases riscadas escondem o medo das minhas palavras.
De tanto me mostrar, fujo da marcas na minha face.
Olhos fundos no espelho me olhando; inquisitores
Me condenam sem parar. Não há mais o que pensar.
As horas passaram juntando anos.
Os anos juntaram poeira.
Vermes consomem as últimas cavidades do meu ser.
Já não tenho mais o que fazer. Adeus."
Foto: http://www.flickr.com/photos/klearchos/
P.S.: Não é um adeus de verdade, ok?
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Escondido

"Mesmo escondido, sob este nome confuso, não me entrego por completo. Guardo meus sentimentos profundos, a retórica direta, minhas verdades ácidas, as vontades secretas. Guardo-as desejando não guardá-las. Quero mostrar ao mundo este pedaço de ser reprimido embaixo da mesa, escamoteando idéias. Quero que sintam este com raiva, com enganos e erros de linguagem. Que vejam o fogo dos olhos, a força das mãos, a lucidez das ideias, os pés contra o chão. Desejo apenas, as forças me faltam. Pois quem se apresenta de fato é este ser boníssimo e muito simpático."
Foto: http://www.flickr.com/photos/linhngan/
quinta-feira, 23 de junho de 2011
"Fecho o livro e volto súbito. O anjo continua voando a minha espera, ali na próxima página..."
Em "Alma leve de voar"
Assinar:
Postagens (Atom)




