quarta-feira, 2 de novembro de 2011



"Hoje eu morri por dentro.
Meu corpo ficou na calçada
Caído sem causa e efeito.

No mesmo momento
Levantou outro ser.
Ser mais calmo, mais leve,
Mais mediano.

Só não quero,
Neste meu renascimento,
O antigo fantasma
Parado por mim atrás da porta."

Fonte: http://www.flickr.com/photos/sologuess/

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Meu problema é tentar por demais entender o ser humano.
As vezes em que consigo é quando mais dói aqui dentro."

segunda-feira, 10 de outubro de 2011




"Hoje é um dia daqueles em que me pergunto:
 Mas que droga de vida é essa?"







Foto:http://www.flickr.com/photos/oimax/

"Janta" - Marcelo + Mallu


Remexendo a bagunça

Clarice Lispector dizia que depois de escrever um livro ela ficava oca. Era um tempo só dela, em que preenchia a alma novamente.
Parece que estou neste tempo oco agora (ou sempre estive?), estou mudando rápido demais. Não há tempo para as palavras transbordarem.
Por um acaso (será?), remexendo em algumas pastas guardadas, encontrei algumas poesias que ainda não tinha publicado. Pois bem, elas vêm bem a calhar neste momento. 
E assim todos ficam felizes! Vamos aos fatos:


"O que era antes
Nunca mais será
As escolhas que fizemos
Não permitem voltar
Mesmo que a tristeza me derrube
E faça chorar
Levo sempre comigo
As lembranças
Daqueles que erram
E aprendem a amar"

"O mesmo gosto dantes
O mesmo sal do chão
O mesmo caminho torto
E as palavras vãs.
Meus momentos íntimos
De dor e solidão
Entregam na minha face 
As cicatrizes, as vitórias,
O melhor dos meus mundos e 
O que não há para revelar."

"Até o maior amor do mundo
É suficiente humano
Para doer de vez em quando."

"Sou daqueles do tempo antigo
Pego a caneta e papel na mão
Sento sob a Lua, na rua ou ao lampião
Minha mão corre solta
Pulando de verso em verso
Tal criança e seu balão 
Em dia de festa
Corre, brinca, tropeça
Em uma frase de
Esconde-esconde."

domingo, 9 de outubro de 2011

Adeus


"Já perdi as contas de quantos rascunhos foram amassados.
As frases riscadas escondem o medo das minhas palavras.
De tanto me mostrar, fujo da marcas na minha face.
Olhos fundos no espelho me olhando; inquisitores
Me condenam sem parar. Não há mais o que pensar.
As horas passaram juntando anos.
Os anos juntaram poeira.
Vermes consomem as últimas cavidades do meu ser.
Já não tenho mais o que fazer. Adeus."

Foto: http://www.flickr.com/photos/klearchos/

P.S.: Não é um adeus de verdade, ok?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"O vento me traz boas notícias.
Brisa leve, mas quem sabe furacão
Em minha vida seja novidade."
"A Fraqueza é a força irresistível
Me jogando para baixo.
Pena eu não ser inamovível,
Aí, teria a Luz!"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Metamorfose ambulante - Raul Seixas

Escondido


"Mesmo escondido, sob este nome confuso, não me entrego por completo. Guardo meus sentimentos profundos,  a retórica direta, minhas verdades ácidas, as vontades secretas. Guardo-as desejando não guardá-las. Quero mostrar ao mundo este pedaço de ser reprimido embaixo da mesa, escamoteando idéias. Quero que sintam este  com raiva, com enganos e erros de linguagem.  Que vejam o fogo dos olhos, a força das mãos, a lucidez das ideias, os pés contra o chão. Desejo                                                       apenas, as forças me faltam. Pois                                               quem se apresenta de fato é este ser boníssimo e muito simpático."

Foto: http://www.flickr.com/photos/linhngan/


"Passei alguns dias sem escrever.
Tempo de seca? Jamais!
Tempo de reflexão."




Foto: http://www.flickr.com/photos/wwarby/

quinta-feira, 23 de junho de 2011


"Fecho o livro e volto súbito. O anjo continua voando a minha espera, ali na próxima página..."

Anjo



"Meu pequeno anjo
De asas camufladas
Onipresente me protege
Das desilusões da vida
Da minha pessoa desastrada
Das alegrias mundanas
E das tristezas invocadas..."




Foto: http://www.flickr.com/photos/pinksherbet/


sábado, 28 de maio de 2011

É

"Sofrer de amor é tão certo quanto viver
Tão errado quanto a chuva em dia de praia.
É a dor vinda lá do fundo, espalhando pelo corpo.
É a culpa, a certeza, o arrependimento.
Sofrer de amor é o frio que chega no verão.
O trem que parte antes da hora
E ficar sozinho na estação.
É infantil, irracional, é birra.
É eterno, é lembrança, sentimento.
Sofrer de amor é viver e logo morrer.
É o renascimento.
A vida em chama, verbo e plenitude.
A briga e a reconciliação.
O início, o meio e o para sempre.
É um ser, são duas pessoas, muitas vidas.
O amor não é sentimento, é escolha irracional.
Amor não fala, um olhar é suficiente.
Sofrer de amor é o grito, o implorar, a oração.
Tão gostoso, insensato e imprudente,
Amor se aconchega e fica.
Sofrer fica, mas não calado. Um dia vai embora.
E outro amor pode entrar pela porta."